07 de Fevereiro de 2010

A candidatura presidencial de Manuel Alegre (MA) continua a suscitar controvérsia. Há os que o apoiam, os que o rejeitam, e agora, perante o facto consumado, surgem também os apoiantes "condicionais". O dr. Vital Moreira (VM) é um destes casos. Na sua crónica no PÚBLICO (26/01/2010) afirma que o PS não se pode "render sem condições" a Manuel Alegre, e que só mediante "um compromisso" tal candidatura pode obter "convictamente" o apoio dos socialistas. Na verdade o que VM pretende é que o PS "controle" MA, ou seja, se não se consegue impedi-lo, então que se lhe imponham condições.

 

Do alto da sua sapiência, enumera todo um rol de desvios "esquerdistas" e de "ingratidões" de MA ao seu partido. Alguém que nem é militante (ao que se sabe), no seu excesso de zelo, lança diversos anátemas a Alegre, um histórico do PS que ajudou a formatar a matriz social-democrata do partido.

 

O rol de atributos apontados a MA no citado texto é bem ilustrativo da reserva mental do deputado europeu. Acusações como a "separação política e ideológica" do PS e a "afinidade electiva com a esquerda radical" só podem vir de quem ignora a cultura pluralista do PS e não é capaz de admitir nenhum dos erros do anterior Governo de Sócrates. As aproximações de MA ao Bloco foram pontuais e justificadas. O "óbvio gaullismo"/tentações nacionalistas de MA e sua "hostilidade" à integração europeia não passam de afirmações gratuitas. MA afirmou repetidamente a sua crítica à tecnocracia e ao excessivo peso da economia financeira, a submissão à cartilha da OMC, mas também a defesa de uma Europa solidária, com instituições mais abertas aos cidadãos, uma democracia mais ampla e intensa, o que, perante a crise que hoje enfrentamos, se prova que foram críticas certeiras.

Se a aura de "esquerda" de Alegre brilhou mais na última legislatura, foi porque as políticas governativas do PS se pautaram por uma deriva de direita em diversos domínios, que MA teve a coragem de criticar. Foi justamente com essa postura de autonomia que consolidou o seu espaço de figura presidenciável. É verdade que o BE tenta aproveitar-se da situação na sua disputa com o PS. Compreende-se a necessidade disso. Mas a confusão é fictícia e deliberadamente fabricada, inclusive por alguma comunicação social.

 

Se, por acaso, MA aceitasse, respeitosa e disciplinadamente, as "directrizes" vindas do Largo do Rato, como pretende VM, seria não o MA que conhecemos, mas uma caricatura de si mesmo, que os portugueses rejeitariam. Alegre é quem é, e não pode vestir a pele de um socrático, para satisfazer o dr. VM ou outros que alinham no mesmo coro.

 

Como candidato vencedor que pretende ser, MA sabe com certeza que a sua candidatura tem de ser abrangente e terá de conquistar segmentos não só da esquerda, mas do centro e até da direita. Para tanto, só tem de mostrar o seu enquadramento na matriz ideológica do socialismo democrático, o seu apelo à cidadania activa e a sua consciência social dos problemas que assolam o país, a Europa e o mundo.

 

Publicado no jornal PÚBLICO de 07/02/2010 e em simultâneo no blogue Boa Sociedade


31 de Janeiro de 2010

A propósito do apoio do BE à candidatura de Manuel Alegre, saiu nos últimos dias uma noticia do semanário SOL com declarações minhas em que se referia haver uma estratégia do Bloco e um "aproveitamento" em relação a esta candidatura que “não é positivo”, servindo os argumentos dos seus inimigos. Na mesma entrevista disse o mesmo em relação a qualquer atitude idêntica de outro partido. Mas isso não saiu no jornal.

Embora filiado no PS, tenho muitos amigos da área do bloco e estou seguro que ao longo da candidatura presidencial de MA iremos sem dúvida consolidar muitas das cumplicidades e posicionamentos políticos de grande proximidade que já partilhamos em muitas matérias.

Aquela referência a uma certa “colagem” do BE, que no actual momento me parece ser negativa do ponto de vista da candidatura, é, portanto, simétrica da opinião que tenho em relação a qualquer outra (hipotética) tentativa semelhante, inclusive por parte do PS, apesar de ser o partido do candidato e de muito do desfecho da candidatura de Alegre, estar ainda dependente da posição a tomar pelos socialistas.

Há cinco anos atrás a candidatura de Francisco Louçã à presidência também não foi completamente pacífica dentro do Bloco. E até alguma condescendência com a candidatura de Mário Soares, por contraposição com alguns “ataques” à então candidatura independente de Alegre, geraram alguma polémica. Seja como for, as coisas mudaram bastante ao longo da última legislatura.

Ao longo dos últimos 4 anos, MA esteve ao lado de Louçã em alguns momentos marcantes, pelo que a sua imagem foi projectada para uma aproximação ao Bloco. Continuo a pensar que essas situações foram plenamente justificadas, além do mais pelas medidas e políticas incorrectas adoptadas pelo governo PS (designadamente em áreas como a educação a saúde e o trabalho). A luta dos professores foi um exemplo marcante da incapacidade de diálogo do anterior governo, de um erro que até o novo governo já reconheceu, na prática, ao mudar a ministra e voltar atrás nas principais medidas nessa área.

Voltando ao Bloco. A questão é que, desta vez, quando já se criou uma ideia generalizada de que o BE apoia a candidatura de Alegre, as pessoas olham para MA e pensam no passado recente, na luta dos professores, na demissão do ex-ministro da saúde Correia de Campos, nas disputas parlamentares e negociações falhadas do Código do Trabalho, e em todas essas situações o (até agora único) candidato da esquerda esteve do lado dos críticos e em oposição ao governo do seu partido.

Do lado do PS, como também é sabido, tais orientações foram tomadas (nos procedimentos e nos objectivos) ao arrepio de promessas eleitorais e daquilo que é a tradição do socialismo democrático que suporta a matriz ideológica do partido. Portanto, não foi Manuel Alegre que se afastou da social-democracia, foi antes a direcção do PS que enveredou por opções neoliberais que a afastaram das suas referências históricas.

Essas posições, de certa forma, “colaram” a imagem de MA ao Bloco de Esquerda. Por essas razões, as pessoas (sobretudo as que se colocam à esquerda do PS, ou as que pertencem à ala esquerda desse partido) sabem bem que Alegre foi critico do anterior governo Sócrates. Mas, por outro lado, as que votaram PS e/ou são militantes “não alegristas” do PS olham com desconfiança para essas “aproximações” de MA ao BE (ex. Teatro da Trindade, Encontro das Esquerdas, etc). Acham que o Bloco está demasiado sintonizado com o candidato. E muitos esperam para ver a posição do PS em relação ao assunto e também as posições do candidato em relação a diversas matérias e problemas com que o país se confronta. Há ainda muitas dúvidas e zonas cinzentas sobre as presidenciais. Mas num ponto está tudo claro: qualquer outra hipotética candidatura na área da esquerda seria desastrosa, quer para o PS, quer para o futuro da esquerda.

Importa ter em consideração este enquadramento para se fazer uma leitura correcta do actual momento. Embora eu compreenda a necessidade do BE ter logo vindo a público, pela voz de Louçã, manifestar o seu apoio "oficial" a Alegre, antes mesmo de este ser candidato “oficial” (talvez para apaziguar resistências internas), acho que o gesto foi precipitado. A meu ver, faria mais sentido esperar algum tempo. Com isso, a imagem que passou para o Público foi a de uma estratégia bloquista obcecada em tirar vantagem ao PS. Independentemente das intenções, isso evidencia uma "colagem" à candidatura de Alegre. Uma colagem excessiva. Se não foi intencional, pareceu. E como se sabe o que parece também conta, e muito.

Perante isto, eu acho que, apesar de toda a manipulação – dos mass media – que está por detrás, e até por isso mesmo, objectivamente, tal situação ajuda a dar argumentos àqueles que, dentro do PS não desejam o apoio do partido a Alegre, e aos que dentro do PSD e da direita em geral alimentam diariamente essa ficção de que MA é o candidato da esquerda radical (ou seja, do BE).

Nestas condições, enquanto não existir uma posição oficial do PS no apoio a MA, cada vez que alguma figura do BE aparece na TV a dizer que apoia MA, mesmo que repita à exaustão que a candidatura é suprapartidária (como fez hoje João Semedo), está objectivamente a servir os argumentos daqueles sectores e a lançar essa imagem para a sociedade. Não se pode pensar que o apoio do partido “X” é «contra» o apoio do partido “Y”. Seria o mesmo que dizer “queremos a unidade da esquerda, mas desde que ela se baseie nos ‘puros’ princípios que defendemos”!!

É, pois, importante fazer – como MA fez hoje no Porto – um esforço de demarcação em relação a qualquer partido. Neste momento é a excessiva "colagem" do BE que atrapalha. O que, evidentemente, requer que a mesma preocupação esteja presente no caso de, amanhã, ser o PS a pretender apropriar-se da candidatura.

A questão é esta: a candidatura já tem o apoio do BE e ainda bem (de certo modo já a tinha, pelo menos informalmente). Mas precisa agora do apoio do PS. Goste-se ou não se goste de Sócrates e desta direcção do PS, a realidade é esta: sem esse apoio a candidatura de MA jamais terá hipóteses de sair vitoriosa; mas sem esse apoio, é Cavaco Silva e a direita que saem beneficiados.

Publicado em simultâneo no blogue: Boa Sociedade

 

um uivo de Elísio Estanque às 22:48

16 de Janeiro de 2010

Presidentes das câmaras municipais de Portimão, Aljezur, Vila do Bispo, e São Brás de Alportel, todos do PS, estiveram no jantar de apoio a Alegre em Portimão. Ver mais aqui.

um uivo de Nuno David às 08:01

14 de Janeiro de 2010

Como se sabe, as eleições presidenciais de 2006 provocaram o divórcio entre Mário Soares e Manuel Alegre, depois de uma longa história de amizade e companheirismo no seio do PS. Porventura, foi mais do que um divórcio (porque alguns são amigáveis), talvez um litígio insolúvel, que é o que muitas vezes acontece quando as lealdades fortes se quebram, dando lugar a rivalidades irreconciliáveis, com sabor a traição... Desconheço se existem outros motivos de ordem pessoal, mas não duvido – nem eu nem o país inteiro – que foi, primeiro, a ousadia de Alegre e, segundo, o resultado por ele obtido que Mário Soares nunca conseguiu digerir.

 

Há pouco tempo numa entrevista ao jornal “i”, palavras de Soares (depois comentadas por Alegre) pareciam indiciar a possibilidade de uma reaproximação entre ambos. Reproduzo o que disse a esse propósito num post de 9/12/2009: «É altura do PS e de Mário Soares compreenderem o erro que cometeram. A acontecer, isso seria um passo importante para que, como grandes personagens que são, possam estar à altura de saber reconciliar-se. As palavras de cada um na última semana deixam, pelo menos, antever essa possibilidade. E isso, quanto a mim, seria bom. Tanto para o PS como para a democracia deste país».

Pois. Seria bom que assim fosse. Porém, um mês depois, e não obstante a notória ausência de um candidato presidencial credível na área do PS a não ser Manuel Alegre – de resto uma candidatura que, como todos os observadores sublinham, já está no terreno e a suscitar uma impressionante onda de apoios espontâneos –, parece claro que as hostes Soaristas pretendem, uma vez mais, baralhar tudo e todos. Persistem em fabricar um candidato contra Alegre.

Soares, que não se cansa de intervir publicamente – e ainda bem – em defesa de causas da “esquerda”, que mantém Cavaco Silva como um rival político privilegiado, que defende um PS, alianças e políticas mais à esquerda, vem promover e insistir num nome do PS – Jaime Gama – que nem mesmo os segmentos mais de direita parecem acreditar como candidato vencedor.

 “Jaime Gama, sendo fundador do PS tem uma base de apoio no PS que entra na direita também e ...passando à segunda volta, toda a esquerda votaria nele...” – declarou Vitor Ramalho. Diz ainda este incondicional “soarista de serviço” que Manuel Alegre até pode candidatar-se, mas isso não é sinónimo de ganhar eleições. Coisa que, segundo ele, já não se aplicaria ao candidato Jaime Gama...

Por um lado, estas afirmações podem até ser úteis para ajudar a distinguir o trigo do joio. Depois do estrondoso resultado de MA em 2006 (atendendo às condições e a todas as dificuldades que lhe foram criadas), sendo o PS aquilo que é, não foi possível ao partido fazer o que seria natural, que era promover um debate interno que ajudasse a perceber o que tinha acontecido. Que permitisse retirar as necessárias lições do clamoroso erro cometido com o apoio “oficial” a um candidato anacrónico (e claramente perdedor), como foi Mário Soares. Sabendo que as facções permanecem, isto irá contribuir para que os poderes obscuros que manobram no PS possam ser isolados pela vontade dos militantes. Se o forem, mesmo que conjunturalmente, o PS pode ficar melhor e o país ganhará com isso.

Por outro lado, é lamentável que, cinco anos depois, as mesmas forças que impuseram Soares como candidato continuem a persistir no mesmo disparate. O nome de Jaime Gama não é, de modo nenhum, ganhador, e menos ainda contra Cavaco Silva. E se a direcção do PS tem dúvidas haverá métodos democráticos para saber o que pensam os militantes. Portanto, a questão parece ser tão só que Mário Soares e mais alguns nomes encostados à direita ideológica do partido, em desespero de causa – porque não suportam uma candidatura virada para promover a “cidadania plena”, de militantes e não-militantes – querem a todo o custo travar a candidatura de Manuel Alegre e impedir o PS de vir a apoiá-lo. Não vão consegui-lo. O que vão é ficar ainda mais descredibilizados. A democracia em acção está já a desenhar-se, segundo uma dinâmica de movimento, de baixo para cima. E é desse modo que a experiência participativa pode culminar em experiência colectiva emancipatória. E com tudo isto Mário Soares talvez perca a última oportunidade de ter uma retirada feliz da vida pública – uma retirada à altura do seu papel na construção democrática do país.

Publicado simultaneamente no Boa Sociedade


08 de Dezembro de 2009

As declarações no DN de Mário Soares sobre Manuel Alegre trazem algo de novo que só os menos atentos repararam. Foram mais elogiadoras do que críticas, e nem sequer excluíram um eventual apoio a Manuel Alegre caso ele venha a ser candidato às Presidenciais de 2011. As declarações já mereceram, no entanto, alguns pertinentes reparos de Manuel Alegre.

Com efeito, a ideia de que Alegre tem tido um pé fora e outro dentro do PS é mistificadora. Pensar, nos tempos que correm, que a crítica a posições de um governo (ou de um partido) representa um sinal de ruptura ou oposição geral a um programa político, é algo cada vez mais incompatível com a crescente complexidade dos mecanismos da democracia, da boa governação e do exercício da cidadania. É a própria necessidade de sobrevivência dos partidos que exige que estes se abram à complexa rede de interesses e ideias – não raras vezes contraditórias – que emergem numa sociedade cada vez mais aberta, resultando em conjuntos coerentes, mas desejavelmente dinâmicos, de ideias e objectivos políticos comuns.

 

De resto, como Alegre bem lembrou, também Mário Soares já teve um pé fora e outro dentro do PS. Mas se for preciso lembrar a solidariedade de Alegre com o PS, recordemos o comício em Coimbra durante as legislativas onde, com o discurso de Alegre, se assistiu à mais viva e participada manifestação de toda a campanha eleitoral, tendo marcado o início da recuperação da campanha do PS nas legislativas. Certamente, o sentido de pertença e solidariedade ali vivido representa um indicador de que os cidadãos se sentem melhor em ambientes onde o apoio e a solidariedade, mas também a crítica aberta e construtiva, têm um papel relevante na formulação de ideias congregadoras e consequentes. Este não é um problema de pés fora ou dentro de um Partido, mas antes uma questão de adaptação aos novos desafios do exercício da actividade política, numa sociedade cada vez mais dinâmica e globalizada.

um uivo de Nuno David às 06:05

06 de Dezembro de 2009

Espero, evidentemente, que Manuel Alegre volte a ser candidato presidencial no próximo ano. De facto, tendo em conta a actual conjuntura política e tudo aquilo que, com relativa facilidade, poderemos adivinhar que irá ocorrer em 2010 no plano político-parlamentar, não me parece que o PS tenha grandes chances de lhe negar o apoio, pela segunda vez consecutiva.

Manuel Alegre fez e faz bem em assumir que não está refém de ninguém. A candidatura presidencial é, como se sabe, de decisão unipessoal. Quem quiser que se chegue à frente, e as diferentes forças políticas é que terão de se posicionar quanto aos respectivos apoios. Poderemos adivinhar que, daqui por uns 3 meses o desgaste do actual governo atingirá níveis ainda mais preocupantes do que os actuais. O Parlamento vai ser um palco de constante agitação, de instabilidade, de guerrilha política, de jogos e alianças mais ou menos contra-natura. Entraremos na fase dos estreitos parâmetros de tempo em que o actual Presidente pode formalmente convocar eleições antecipadas. Aí, quer a actuação de Cavaco, quer os sinais e os posicionamentos dos diversos agentes políticos -- em especial os possíveis candidatos presidenciáveis -- estarão sob um escrutínio permanente e tudo aquilo que façam ou digam a esse respeito pode ser decisivo para o futuro desfecho das Presidenciais de 2011.

Com Sócrates e a Direcção do PS a serem continuamente acossados, com a probabilidade da "novela Face Oculta" (ou outras do género) continuar a "animar" a iminente paralisia do país e a desgastar ainda mais o Governo, com as questões sociais e o desemprego a agravarem-se, o descontentamento do eleitorado, que já está maioritariamente à esquerda, irá aumentar. Ora, perante tais cenários muito prováveis, seria um completo suicídio o PS promover ou apoiar uma candidatura como a de Jaime Gama, que iria competir no mesmo terreno de Cavaco, ou seja, junto do eleitorado do centro-direita.

No actual estado doentio em que nos encontramos, os portugueses querem um força, uma voz, uma figura com credibilidade, coragem e capacidade de lhes dar um novo sopro de esperança, um discurso diferente, uma visão de esquerda, um olhar patriótico mas não-saudosista ou "nacionalista". Por seu lado, a direcção do PS, ainda que considere a provável derrota de um seu candidato nas presidenciais, só por grande estupidez optaria por Jaime Gama em vez de M. Alegre. Seria uma muito arriscada reincidência no mesmo erro de 2006. Acresce que, mesmo havendo outros putativos candidatos na mesma área (Guterres???..., Ferro Rodrigues???...), com Manuel Alegre no terreno, ou seja, perante a expectável sucessão de sinais de afirmação autónoma da sua candidatura, o PS irá acabar por lhe dar o apoio formal. Esta é a minha convicção neste momento. Sabendo, embora, que há fortes resistências a que tal aconteça, porque Soares tem hoje menos condições de "forçar a barra" por outro candidato do partido. Além do mais, se perder com Alegre, Sócrates ainda poderá salvar-se, mas se perder contra Alegre (como no passado) será mais provável que perca o próprio partido (e, naturalmente, poderá perde-lo mesmo ganhando!).

 

Este post foi simultaneamente publicado no BoaSociedade.

 

um uivo de Elísio Estanque às 23:22

27 de Novembro de 2009

CCTM - Tito de MoraisHá homens por quem vale a pena construir para que a viagem feita por este canto da Europa não caia nas catacumbas do esquecimento.

 

Manuel Alfredo Tito de Morais é um deles.

 

Digo-o porque o acompanhei em muito e ser-me-ia impossível deixar que a voracidade destes tempos impedissem a lembrança do caminho percorrido. Foi por isso que muito me honrou o convite para integrar a Comissão Executiva das Comemorações do seu Centenário e lhe dediquei um blog para que a CE possa divulgar os eventos a desenvolver em 2010 e também para registo de memórias sobre um homem bom que sempre se bateu pela liberdade.

 

O Blog CCTM está já disponível em http://titomorais.blogs.sapo.pt ou http://titodemorais.net, aguarda que outros elementos da Comissão Executiva se façam seus autores e agradece a qualquer cidadão que tenha depoimentos, relatos, materiais ou casos interessantes para publicar sobre Tito de Morais que os faça chegar através do email cctm@sapo.pt.

um uivo de Luis Novaes Tito às 13:33

08 de Outubro de 2009

Descida do Chiado

LNT

um uivo de Luis Novaes Tito às 23:20

 
 
um uivo de Luis Novaes Tito às 13:07

02 de Outubro de 2009

Deixo aqui umas notas soltas sobre a actual situação política.

 

Um amigo meu, muito bem informado, tinha-me dito, já há mais de dois meses, que haveria um estratégia articulada para derrotar o PS, estratégia desenhada por um triângulo cujos vértices seriam Cavaco, Catroga e Manuela Ferreira Leite. Os sinais nesse sentido não poderiam ser mais claros, com uma visível coincidência de agenda política.

 

Antes mesmo da tempestade provocada pela declaração do Presidente da República, tinha preparado um primeiro texto para este blog, onde tinha escrito: “Estou convencido de que o Presidente da República não se vai recandidatar a novo mandato, o que o deixa mais livre para complicar a vida a um futuro governo socialista”.

 

Receio que seja grande a tentação de alguns sectores do PS fazerem acordos preferenciais com o CDS, não só por motivos aritméticos, mas também políticos. As razões aritméticas são evidentes, dada a soma dos deputados dos dois Partidos, garantindo maioria absoluta. As razões políticas serão igualmente observáveis: o grande crescimento do partido de Paulo Portas e a sua cautelosa reserva nesta crise institucional; os antecedentes de “bom comportamento” desse líder quando coligado com Durão Barroso, mostrando-se um parceiro de coligação fiável e eficaz; seria uma fórmula tranquilizadora para os meios dos negócios. Acordos com o CDS seriam para esses sectores preferíveis aos com o PSD, dado o previsível agravamento da instabilidade desse Partido e a falta de credibilidade que tem demonstrado em anteriores ocasiões (basta ver que o único “pacto” PS/PSD, no domínio da Justiça, em boa verdade não funcionou, antes pelo contrário).

 

Se os elementos anteriores têm algum fundamento, isso deve ser motivo de reflexão para a esquerda, num momento particularmente delicado. Tenho dificuldade em compreender a mera postura de combate do Bloco e do PC contra o PS, justamente numa conjuntura em que teriam condições para condicionar positivamente as orientações políticas dominantes. Tanto mais quanto, à escala mundial, a crise do neo-liberalismo parece representar a oportunidade de alguma inflexão política no sentido favorável aos sectores que têm sido críticos em relação à globalização selvagem e ao “capitalismo desorganizado”. Não sei se seria possível uma “política de esquerda” (tanto mais quanto hoje parece difícil definir todos os contornos dessa alternativa), mas deveria tentar-se em Portugal “uma política um pouco mais à esquerda”, em correspondência com a vontade da maioria do eleitorado.
 


29 de Setembro de 2009

Como pode, durante uma campanha eleitoral, um Presidente da República não falar de especulações sobre a sua Casa Civil, se assume publicamente, depois da campanha, que tais especulações poderão ter tido de facto influência na campanha? Não deveria ter o Presidente da República comunicado as suas interpretações pessoas, a título excepcional como não se cansou de dizer, logo após a publicação da notícia do jornal Público?


Se a ideia da comunicação era desmistificar a tentativa de o “colarem ao PSD”, então porque resolveu desmistificar a colagem só depois das eleições? E se este caso teve origem, segundo a sua interpretação pessoal, na tentativa do PS atacar o Presidente, então a mesma pergunta se impõe: porque só agora falou ao país?

 

Quererá o Presidente de República –  com esta original comunicação  – dizer-nos que as opções de voto nas legislativas foram influenciadas por esta tentativa de “manipular” a opinião pública? Quererá o Presidente da República dizer-nos, indirectamente, que não confia nas opções dos eleitores que culminaram nestes resultados eleitorais? Pretende este Presidente da República sugerir que poderá interferir, de acordo com as suas interpretações pessoais, na próxima legislatura?

 

O País tem assuntos mais importantes a resolver. Mas não deve deixar de ficar registado que esta foi uma comunicação inábil, rebuscada e que não resiste à mais elementar análise dos factos. Uma pequena grande trapalhada.


(texto re-editado à 2h40 de 30 Setembro)


28 de Setembro de 2009

Talvez o mais surpreendente desta noite eleitoral seja a ausência de qualquer surpresa. O PS conseguiu uma vitória justa e clara e o PSD não conseguiu fazer mais do que nas última legislativas, quando ainda era liderado por Santana Lopes. É certo que o PS perdeu a maioria absoluta, mas os 36% alcançados traduzem-se num bom resultado depois de uma legislatura conturbada. Acresce que a diferença para o segundo partido mais votado excede as expectativas: 8% correspondente a mais de 400 mil votos. Os resultados confirmaram a campanha segura e confiante de José Sócrates e o eleitorado escolheu-o inequivocamente para primeiro-ministro.


Se há algum resultado minimamente surpreendente, este refere-se à nova configuração do parlamento. Tudo aponta para o PS governar sozinho e sem acordos parlamentares. Mas esta nova configuração é complexa e apresenta pelo menos duas consequências, a segunda das quais será a mais curiosa:

 

- a ausência de maioria absoluta obrigará o governo do PS a re-orientar algumas áreas de governação, a adoptar uma postura mais dialogante com as demais forças políticas, e a gerir com cuidado acrescido a relação com o Presidente de República;


- o facto do PS necessitar apenas de um de dois partidos à direita para encontrar acordos pontuais no parlamento (PSD ou PP), mas precisar de dois à esquerda para o mesmo fim (BE e PCP), faz prever uma maior facilidade para obter acordos à direita – facto tanto mais provável quanto maior for a necessidade do PCP e do BE competirem entre si para recusarem acordos com o PS e sustentarem a sua base eleitoral de protesto.


Este será talvez o maior paradoxo desta noite: o resultado expresso de uma maioria inequívoca dos três partidos de esquerda no parlamento, em contraste com a maior probabilidade do PS vir a celebrar mais acordos à direita do que à esquerda. A legislatura promete.

um uivo de Nuno David às 04:37

Afinal não houve grandes surpresas. Apesar do aumento da abstenção, não se pode dizer que seja dramático, muito menos no contexto pós-europeias. Havendo um certo cansaço do eleitorado, esse cansaço revelou-se mais num gesto de protesto contra quem deteve nos últimos anos o poder total (salvo seja). Isto era o que muitos já prevíamos. A noite passada foi, compreensivelmente, de celebração. De resto, deu para que quase todos tivessem motivo para festejar (menos a Dra Manuela, e mesmo assim pode argumentar que o PSD cresceu, em votos e em deputados). 

Porém, com mais ou com menos retórica, com maior ou menor triunfalismo (do CDS ou do BE), o certo é que as “vitórias” ou “derrotas” são bastante relativas. No fundo, elas tendem a medir-se em função das expectativas criadas. E desse ponto de vista, talvez a maior vitória, porque menos esperada, seja a do CDS/PP. O Paulinho bem pode mostrar a dentadura, pois o seu partido avança e afirma-se como bastião da direita. O BE, com a duplicação do número de deputados e o aumento substancial de votos, tem motivos de sobra para estar eufórico. Vai passar a contar mais, sem dúvida. Embora não saibamos ainda ao certo como. A CDU/PCP aguentou-se mais uma vez (aumentou um deputado e o nº de votos).

Por seu lado o PS conseguiu aquilo que, após as europeias, muitos julgavam impossível. Teve a “maioria clara” que Sócrates pediu ao eleitorado. Graças a quê? Do meu ponto de vista, porque o líder do PS se mostrou muito consistente na campanha, conhecedor das matérias, com sentido de Estado, com uma postura positiva e mobilizadora, vincando bem o contraste perante uma Manuela Ferreira Leite pouco convincente, crispada e negativa. Claro, a imagem foi fundamental. Sócrates tem boa imagem, e melhorou-a nos últimos tempos. Exactamente o oposto de MFL. Mostrou-se mais calmo, com a serenidade suficiente para inspirar confiança e capacidade. Esteve melhor que a sua adversária directa e conseguiu (com a ajuda de alguns notáveis do PS) beneficiar do “voto útil” e da defesa do Estado social. Mas, para além disso, no seu novo estilo, fez passar a ideia (ainda que sem o admitir abertamente) de que reconheceu alguns dos excessos e erros cometidos pelo anterior governo. Muitos dos que antes o criticaram terão visto na sua expressão algum sinal de arrependimento sincero.

E agora? Bem, no dia do jogo celebra-se. No dia seguinte pensa-se no próximo combate e começa-se a prepará-lo. Confirmou-se a maioria parlamentar de esquerda. Porém, uma “aliança de esquerda” para a legislatura tem poucas condições de avançar. Bloco e PC cresceram à custa da crítica constante às políticas do anterior governo. O BE quer chegar ao poder, mas anda há algum tempo a sonhar com “um outro PS”. Todos temos o direito ao sonho. No entanto o velho princípio da real politik obriga-nos a por os pés no chão e ler a realidade que temos. As pessoas e os líderes podem evoluir e mudar. Não sou ingénuo ao ponto de acreditar que o novo PS de Sócrates vai mudar radicalmente. Todavia, parece-me óbvio que a estratégia seguida pelo PS e o programa do futuro governo terão de adaptar-se às novas circunstâncias. E porventura saberão perceber o essencial: verificou-se uma reorientação do eleitorado à esquerda. Larga parte dos votos do BE saíram directamente do PS. As pessoas, sobretudo essas pessoas (ou seja, os cerca de 18% do BE e PCP somados), querem melhores políticas sociais, mais e melhor emprego, menos desigualdades e injustiças; querem ser reconhecidas e estimuladas no trabalho, no consumo e na sociedade; querem um sistema educativo de qualidade, com os professores motivados e os alunos a aprender; querem os jovens universitários com acesso ao emprego de qualidade.

Mesmo reconhecendo as dificuldades de um compromisso à esquerda (PS+BE+CDU), a reorientação de algumas das áreas governativas mais polémicas terá de passar pela aproximação a posições que esses partidos da esquerda defendem desde há muito (e foi em parte por isso que cresceram). Fundamental é que a liderança do PS retire argumentos que justifiquem as habituais posições irredutiveis e de contra-poder. A política de navegação à vista, com a ginástica dos acordos pontuais no parlamento, poderá ser uma saída. Mas esse deve ser sempre o último recurso, porque, assim, a permanente instabilidade será incomportável.

 

 

um uivo de Elísio Estanque às 02:28

Bandeira PortugalPara quem ainda tinha dúvidas fica a constatação. O PS ganhou as eleições. A comprová-lo está o facto do Presidente da República vir a convidar Sócrates para formar o próximo Governo.
 
Para quem ainda tinha dúvidas fica a constatação. O PSD perdeu as eleições. Não só para o PS, como para o CDS/PP. A demagogia da mentira da verdade, o conservadorismo de Ferreira Leite, a intriga, a conspiração, a maledicência, a falsidade e a arrogância foram fortemente penalizados pelos eleitores.
 
Para quem ainda tinha dúvidas fica a constatação. O CDS/PP ganhou o prestígio da direita que há mais de duas décadas não tinha. Derrotou o PSD retirando-lhe uma boa fatia do eleitorado, contribuiu para esvaziar a maioria absoluta ao Partido Socialista e marcou a diferença entre a direita civilizada e a outra que estava convencida que tudo valia para atingir os seus fins.
 
Para quem ainda tinha dúvidas fica a constatação. O BE ganhou o prestígio da extrema-esquerda. Nunca em Portugal, nem sequer no tempo do PREC, a extrema-esquerda tinha conseguido tão bons resultados. Passou o PCP em importância e implementação, contribuiu para retirar a maioria absoluta ao Partido Socialista e demonstrou que o enquistamento do PCP num modelo recusado em todo o Mundo é o corolário das doutrinas retrógradas que os comunistas insistem em considerar como válidas.
 
Para quem ainda tinha dúvidas fica a constatação. O PCP é o grande derrotado da esquerda. Perdeu posições para todos, deixou de ser a referência da esquerda das esquerdas.
 
Para quem ainda tinha dúvidas fica a constatação. A democracia é, continua a ser, o regime de preferência da esmagadora maioria dos portugueses. Derrota os abstencionistas, derrota a extrema-direita, derrota os defensores do não-voto. Confirma que o poder está nas nossas mãos, ainda que seja só no momento das escolhas.
 

Simultaneamente publicado nos: a Barbearia do Senhor Luís (a minha casa); SIMpleX (de quem me despeço já com saudades); Eleições2009/o Público (onde ainda faltam as autárquicas); Cão com tu (onde estarei em força após os períodos eleitorais) e numa outra coisinha que ainda não posso divulgar (mas falta pouco para o fazer).

um uivo de Luis Novaes Tito às 00:38

25 de Setembro de 2009

Só há pouco descobri que podia ver aqui a RTP-Internacional. Quando olho as notícias da campanha digo para mim mesmo que “ainda bem que estou fora de todo esse espectáculo circence”. Mas, por outro lado, aquela excitação derivada da incerteza sobre como vão votar os portugueses, de não se saber se haverá ou não surpresas, se as sondagens irão confirmar-se ou falhar um vez mais, a curiosidade sobre como vão reagir os protagonistas após os resultados, etc., impele-me a procurar mais informação e a tentar acompanhar os acontecimentos.

Após o trabalho que tenho de cumprir na Universidade (UNESP, Marília), deambulo um pouco pelo centro da cidade e estaciono num bairro moderno, com os melhores cafés, esplanadas, decoração moderna, restaurantes interessantes, etc. Dou por mim a pensar em Portugal.

Quantas promessas, palavras vãs, discursos acirrados, falsos sentimentos de indignação, estarão ocorrendo neste momento? Quantos fait-diverts estarão tendo lugar, manipulados pelos média e pelos adversários para incendiarem a aparente guerrilha que se vai apagar no próximo domingo (ou não)?! Muitos fazem cálculos de curto prazo, outros já pensam no fim de um governo (ou legislatura) que ainda nem começou a ser pensado...

Preocupa-me o que pensam os dirtigentes do Bloco de Esquerda, bem como saber como se vai comportar o nosso José. O eleitorado PS que fugiu para a “esquerda”, tal como bloquistas radicais, “não quer mais o Sócrates” (sic). É verdade. Mas, suponhamos que o BE tem uns 12% de votação, o PS uns 34% (o PSD 28%, etc.), o que irão fazer com esses votos? Poderemos dizer que o povo não quer mais governo Sócrates?... (há muito quem, lá no íntimo, pense que os votos “esclarecidos” têm mais valor do que os votos “ignorantes”...) Será que a força minoritária vai usar esses votos no imediato ou pensa antes em pô-los a render “a prazo”? Vai tentar condicionar as políticas do próximo governo mas mostrar-se aberto à negociação? Vai negociar com exigência mas com concessões ou vai querer ser ela a definir as grandes linhas do governo? Em suma vai abrir-se de facto a uma negociação ou vai fingir que negoceia para se perpectuar melhor no contra-poder?

E Sócrates, como irá posicionar-se? Como será o próximo acto? Será mesmo capaz de recuar em algumas daquelas matérias que, afinal, mais contribuiram para fazer crescer o Bloco e minguar o PS? Será possível agora inverter políticas tão importantes e tão “caras” ao anterior governo como foram a educação e  o trabalho? Em que termos? Estará ele disposto a ouvir de novo os parceiros sociais e os sindicatos? Apostará na estabilidade do governo para que chegue até ao final da legislatura ou irá usar as habituais formas de pressão e chantagem?

É claro que o jogo político nunca é limpo. Não o será de nenhuma das partes. Mas a negociação – a existir alguma –  pressupõe a criação de condições e atitudes de abertura reciproca e que o caminho esteja suficientemente limpo das cascas de banana que serão lançadas das diferentes bancadas.

um uivo de Elísio Estanque às 16:46

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