20 de Fevereiro de 2010

Diversas novidades na candidatura de Alegre:

 

- O sítio web de Manuel Alegre foi remodelado, incluindo agora locais para as pessoas manifestarem o seu apoio, AQUI;

 

- O discurso de ontem, em Coimbra, perante um jantar com 600 pessoas, foi tão equilibrado como incisivo e frontal. Criticou a promiscuidade entre a justiça, a política e os media; avisou que não é candidato a qualquer preço; e vincou a necessidade de mobilizar forças: " A vitória é possível, disse Alegre, mas "não se houver quem esteja mais empenhado em patrocinar candidatos contra a minha candidatura do que em derrotar o candidato da direita. O ressentimento nunca foi motor para a vitória."  Discurso disponível AQUI.

 

- A mobilização conseguida em Coimbra foi inédita, senão um autêntico record para uma candidatura que nem sequer tem ainda a organização montada: cerca de 600 pessoas num jantar, a um ano das Presidenciais. E não estiveram mais porque as inscrições esgotaram há uma semana. Sintomático.

 

- Reacções nos media AQUI e AQUI, entre outras.


31 de Janeiro de 2010

Num recente artigo de opinião no Público, Vital Moreira expressa as suas preocupações com o xadrez político das Presidenciais, designadamente a capacidade que os candidatos terão para atrair votos ao “centro.” Considerando que foi um dos principais responsáveis pela derrota do PS nas eleições Europeias, a análise de Vital merece alguns reparos.


Nas eleições Europeias Vital terá sido escolhido para cabeça de lista do PS porque  ― dizia-se ― era um homem de esquerda, e como tal conseguiria evitar a fuga de votos para a esquerda radical. Vital, ao contrário de outros potenciais candidatos, não seria identificado como um homem do “centrão”, como alguns daqueles tecnocratas que emergem dos aparelhos dos partidos, sem grandes convicções ou alma política.


O resultado das eleições Europeias mostrou, contudo, que Vital Moreira não conseguiu segurar votos à esquerda, não conseguiu captar votos ao centro, e tão-pouco conseguiu captar votos à direita. O PSD e o BE foram os grandes vencedores, e o PS saiu derrotado. De entre várias razões para a derrota, existe uma claramente identificável: Vital não é um homem de esquerda, não é de direita e tão-pouco é do centro-esquerda. Desde a sua saída do PCP, tem vindo a aproximar-se das posições do que se pode designar o “centrão”: Um grupo reduzido de dirigentes que apoiou sectária e invariavelmente o governo, mesmo quando o bom senso aconselharia a correcção dos caminhos que o governo vinha adoptando, do qual o melhor exemplo terá sido o conflito com os professores.


Com efeito, o “centrão” tem dois problemas: Em primeiro lugar nunca se sabe bem o que é, navega ao mero sabor das circunstâncias. Em segundo lugar, o “centrão”, ao contrário do centro-esquerda ou do centro-direita, não tem expressão eleitoral. Resume-se a um conjunto de dirigentes políticos, normalmente com origem nos aparelhos de alguns partidos, e que têm a sua expressão eleitoral em crescente declínio. O PS teve por isso o pior resultado alguma vez alcançado numas eleições Europeias. Resultado corrigido nas legislativas com mérito, por José Sócrates, com a ajuda de personalidades que o apoiaram na campanha eleitoral, capazes de gerar confiança em sectores transversais do eleitorado, da esquerda ao centro-direita, tais como Manuel Alegre, Mário Soares ou Jorge Sampaio. Mas também corrigidos nas autárquicas, das quais a maior expressão terá sido porventura a vitória de Costa-Roseta-Sá Fernandes em Lisboa, com o patrocínio de Manuel Alegre.


Destes resultados o PS deve tirar lições. Lições que se esperam vir a ter a sua tradução na escolha do melhor candidato para derrotar Cavaco Silva nas próximas eleições Presidenciais. Um candidato capaz de garantir o bom funcionamento das instituições e do sistema político, mudar Portugal numa estabilidade sustentada, com mais entusiasmo e coragem. Esse candidato é obviamente Manuel Alegre. Um candidato onde até Vital Moreira, apesar da sua análise algo enviesada, poderá vir a votar, seguramente, com confiança e entusiasmo.

 

Publicado no Jornal Público de 31/1/2010


24 de Janeiro de 2010

Não se pode agradar a gregos e a troianos. Na vida há sempre quem goste e o seu contrário. Mas a inveja continua a ser o pior dos males da humanidade. No caso de Alegre, os que não gostam dele - e não me refiro aos adversários políticos de direita -, são muitas vezes as figuras de segunda linha, personagens sem voz e sem luz próprias que arremessam pedras para disfarçarem a má consciência da sua própria morte sem memória futura. Eu compreendo alguns desabafos, mas também sei que o azedume de alguns camaradas do meu partido (PS) é tudo, menos tolerante. Que cada um assuma as suas responsabilidades.

 

Não devem levar a mal que Manuel Alegre tenha escolhido fazer o seu destino, que tenha feito opções arriscadas, que tenha decidido pela sua cabeça. Fernando Pessoa dizia que a “vida é de quem a conquista e não de quem a sonha conquistar ainda que tenha razão”. O poeta da “Trova do vento que passa” cedo compreendeu que há um tempo para resistir e outro para agir. Quem escolhe fazer o seu destino, a “moira” de que falavam os gregos, será sempre um alvo fácil de crítica, principalmente, por aqueles que se sentem desconfortáveis na sua própria pele, por aqueles que não iluminam nem o seu próprio umbigo. O mundo está cheio daqueles que diziam que Obama não tinha hipótese de ganhar nada. Por cá, essa semente daninha tem alguns defensores oficiosos que argumentam no seu castelo as suas inverosimilhanças. Quem ousa agigantar-se contamina sempre as multidões. É este espírito que Portugal precisa. Os portugueses esperam que Manuel Alegre seja igual a si próprio, que traga emoção e esperança, que fale claro e que a sua voz tenha o timbre que envolve os corações de cada um. Estamos fartos de tecnocratas, de gente “qualificadíssima” que se esquece quase sempre de falar das pessoas, mas que lembra a todo o instante a frieza dos números, como se o mais importante fosse a economia e não a política. Os politólogos do momento encaixam no puzzle liberal onde desaguam os mentores da insensibilidade social. Por isso, Manuel Alegre é a metáfora de um rio que transborda para as margens as palavras que se afeiçoam aos afectos, onde aqueles que nada têm soletram no olhar do poeta a emoção que os liga. O povo gosta de gente que se emociona, que chora, que sofre com a dor dos outros, que é capaz de golpes de asa, que resiste aos caminhos mais curtos.

 

Quando eu decidi apoiar Manuel Alegre nas últimas eleições um coro de espanto e de admiração toldou aqueles que me eram próximos. Não estranhei as críticas nem as deslealdades. Achei normal a divergência. Agora será mais fácil para aqueles que estiveram contra juntarem-se a esta corrente imparável que se sente todos os dias, como se antecedesse a festa premonitória. A esses, que não estiveram com Alegre nas últimas eleições presidenciais, digo-lhes que chegou a hora de o fazerem. Ele representa um projecto de esperança, é capaz de unir a esquerda em torno do essencial, dos seus valores e dos seus princípios. Portugal tem uma história de séculos fundada numa matriz de cultura e de humanismo, de tolerância mas, também, de coragem. Ele personifica tudo isto, ele é o insubmisso que leva consigo a herança de um passado comum que falta cumprir-se.

 

Eu quero um Presidente que conheça a história de Portugal, que saiba interpretar a diáspora, que recupere o melhor do nosso cosmopolitismo; eu quero um Presidente que tenha orgulho na palavra Pátria, onde cabem todos os nossos heróis, os nossos poetas, os filhos daqueles que construíram o Mosteiro dos Jerónimos, os filhos daqueles que construíram as caravelas, os filhos daqueles que sem nome de família foram dando “novos mundos ao mundo”. Eu quero um Presidente que tenha “saudades do futuro”, que não vete os direitos daqueles que são diferentes, que exerçam a magistratura de influência para aumentar a auto-estima nacional. Eu quero um Presidente em que o verbo rime com uma lusofonia de acolhimento e não de exclusão. Eu quero um Presidente com espírito erasmo onde os mitos fundadores renasçam.


O regresso de Manuel Alegre activa as utopias que o imaginário nunca dissolve.

 

Por António Vilhena

Publicado originalmente no Diário de Coimbra

um uivo de Cães como tu às 16:30

Manuel Alegre ao Expresso:

 

“As pontes que possa ter estabelecido com outros sectores de esquerda não legitimam ninguém a dizer que sou um candidato do Bloco”. “A candidatura será nacional, com grande marca de independência e historicamente enraizada no PS”, afirmou Manuel Alegre ao Expresso.

 

Ver mais aqui.

um uivo de Cães como tu às 16:20

19 de Janeiro de 2010

Há quinze dias escrevi aqui que a pouco mais de um ano das próximas eleições presidenciais é já possível ter algumas certezas, embora permaneçam no ar outras tantas dúvidas.

 

Quanto às certezas, identifiquei quatro que me parecem relevantes: o actual presidente vai candidatar-se a um segundo mandato; não surgirão, à direita, outros candidatos fortes; haverá, concerteza, temas fortes à direita e o que vai estar em jogo, em 2011, é a definição de modelos concretos de sociedade e de Estado em muitos aspectos antagónicos.

 

Conforme prometi, então, apresento agora outras tantas dúvidas.

 

1. Vai a esquerda ter um único candidato (na 1ª volta)?

 

A resposta seria sim:

 

1.1 Se o PS não estivesse tão fulanizado por razões várias (históricas ou recentes), se não estivesse tão dependente do êxito do Governo (e, em particular, do Primeiro Ministro), se não estivesse tão comprometido com a defesa de interesses específicos do bloco central (que alguns comentaristas de alto gabarito preferem apelidar de "interesses transversais") e se não estivesse, mais uma vez, a gerir "a crise" do capitalismo pedindo novos sacrifícios aos que desde sempre são sacrificados;

 

Em última análise, a resposta à questão depende da posição que Sócrates ( e o seu "petit comité") vier a tomar e do tempo em que essa decisão seja tomada.

 

1.2 Se o PC considerasse mais importante derrotar o (re)candidato da direita logo à 1ª volta do que reafirmar "pela enésima vez" a sua força eleitoral, cada vez mais ameaçada pelos bloquistas e pelos trânsfugas que o abandonam directamente para os partidos de direita ou para a abstenção.

 

2. Vai a esquerda ter um candidato na 2º volta?

 

Se, na área do socratismo ou do soarismo aparecer um candidato para além do único que já se anunciou (Manuel Alegre), e se esse candidato tiver o apoio oficial (ou oficioso) do PS, é bem provável que o (re)candidato da direita ganhe à primeira, possívelmente ainda com mais votos do que os que obteve em 2005. Essa situação será ainda mais provável se o PC, como é habitual, aparecer com um candidato próprio que não desista à boca das urnas.

 

3. Vai o PS (e o Secretário-Geral) apoiar oficialmente a candidatura de Manuel Alegre?

 

Provavelmente sim, porque essa será a única forma de impedir a forte ruptura partidária à esquerda, que se adivinha que pudesse surgir na sequência da aprovação, com um ou com os dois partidos da direita, do Orçamento de Estado de 2010 e de um plano que garanta aprovações de diplomas importantes e do OE de 2011. O apoio a Manuel Alegre aparecerá, nesse contexto, como a tentativa de "prenda" à esquerda em geral, mas em particular à sua própria esquerda. Será a única forma de silenciar ou abafar a forte contestação social que irá surgir na sequência dessa aprovação. Será a única maneira de Sócrates impedir as críticas políticas vindas da base do partido

 

Se o actual presidente for reeleito em 2011, a direita deixa de considerar útil manter o PS no poder e a forma mais eficaz de ter uma maioria, um governo e um presidente, é chumbar o respectivo Orçamento.


18 de Janeiro de 2010

Alegra-te

(...)

"E acima de tudo um cidadão [(Manuel Teixeira Gomes)] que nos deixou uma lição de ética e de sentido estético da vida.

 

Neste ano em que se comemora o Centenário da República, voltamos a precisar desse rigor ético na vida privada e na vida pública.E também de algo que vá para além do discurso cíclico sobre as contas públicas.

 

As pessoas precisam de um horizonte e de uma perspectiva para além dos números e para além dos sacrifícios que lhes pedem no dia a dia. As pessoas precisam de saber porquê e para quê. E sobretudo, para além do direito ao trabalho e do direito ao pão, as pessoas precisam do direito à esperança, do direito ao sonho e do direito à beleza."

Manuel Alegre - Portimão, 2009.01.15

(sublinhados e parêntesis meus)

 

A bucha (há mais vida para além do Orçamento) que Manuel Alegre introduziu no seu discurso tem feito correr muita tinta, principalmente dos que insistem em transformá-la na essência do discurso, isolá-la do contexto em que foi usada e até, acrescentando à bucha a palavra “deficitário”, explicar que sem orçamento não haverá vida.

 

No entanto esquecem que o Presidente da República não tem poderes executivos. Que não lhe compete governar mas sim exigir rigor ético na vida pública e de fazer valer que “para além dos números e dos sacrifícios” exista um “horizonte e uma perspectiva” que conceda aos cidadãos “esperança e direito ao sonho e à beleza”. No entanto esquecem os preceitos constitucionais, que ao Presidente competem fazer cumprir, nomeadamente os consignados no art.º 9º, onde se explica que vida é essa que existe para além do Orçamento.

 

É por haver vida para além do Orçamento que a candidatura de Manuel Alegre incomoda muita gente. Gente que não consegue entender que as candidaturas à Presidência da República têm de ser supra-partidárias para que exista equidistância no exigir do rigor ético e do sentido estético da vida, das despesas, do esbanjamento, da corrupção e da justiça.

um uivo de Luis Novaes Tito às 13:44

Alegra-te


16 de Janeiro de 2010

Presidentes das câmaras municipais de Portimão, Aljezur, Vila do Bispo, e São Brás de Alportel, todos do PS, estiveram no jantar de apoio a Alegre em Portimão. Ver mais aqui.

um uivo de Nuno David às 08:01

"Estou disponível para esse combate" disse Manuel Alegre esta noite em Portimão. Depois de recordar Teixeira Gomes, Presidente e poeta natural de Portimão, Manuel Alegre afirmou que "Portugal vale a pena" e que é preciso "acreditar e agir".

 

Discurso de Manuel Alegre em Portimão aqui.

um uivo de Cães como tu às 03:09

14 de Janeiro de 2010

Quase quase nos 2000, até onde poderá ir?

 

Pois é, a página no facebook com o título “Manuel Alegre para Presidente da República em 2011” está mesmo mesmo mesmo para chegar aos 2000 apoiantes... Num tempo autenticamente record...

 

Talvez sintomático da vontade, e da motivação, de tantos!

 

Até onde poderá ir este número?


09 de Janeiro de 2010

"Manuel Alegre em entrevista exclusiva ao Expresso: "Cavaco não resiste à tentação de governar"

 

O país, segundo afirma, precisa de um Presidente com uma visão histórica e cultural que o actual PR não tem.

 

Veja a entrevista na íntegra aqui."

um uivo de Nuno David às 18:16

07 de Janeiro de 2010

"Alegre tem convites para ir a quase todos os distritos e nega anúncio de candidatura na Net", no Público de hoje.

 

Lembro-me que em 2005 circulou uma petição da iniciativa de um cidadão então anónimo (Vitor Sousa, residente nos Açores), que apelava à sua candidatura, que rapidamente chegou aos milhares de subscritores, entre outras milhares de mensagens, de emails e SMSs que contribuiram em boa parte para a consolidação da vontade de Alegre se candidatar, bem como para o que depois veio a ser a própria organização da candidatura.

 

Os tempos mudaram, os apelos de cidadãos e as campanhas na Internet realizam-se agora com ferramentas e em contextos ainda mais sofisticadas do que em 2005, do qual o facebook é um bom exemplo. Também no Twitter, aqui, se lê numa mensagem twitada por volta das 24h de ontem: "Não somos uma candidatura, mas acreditamos que viremos a ser. Quando, e se, Manuel Alegre o entender. E somos cada vez mais, ao minuto."

 

Como em 2005, parece-me claro que esta iniciativa com origem na Internet, tal como todos os apelos que têm vindo a público, reflecte um desejo alargado da sociedade portuguesa: o desejo de ver Manuel Alegre Candidato à Presidência da República, dinamizar e mudar Portugal numa estabilidade sustentada, com mais entusiasmo e coragem. Também eu sou "fã" de "Manuel Alegre à Presidência da República," e por isso já me registei como tal no facebook, aqui.

 

 

um uivo de Nuno David às 06:08

04 de Janeiro de 2010

Respondendo ao desafio lançado no twitter por João Pedro Moreira Freire e, por exemplo, pelo blogue Tribuna Socialista para dinamizar o debate sobre a próxima campanha presidencial, avanço com mais uma curta nota pessoal. Por mim sou inteiramente a favor desse debate, bem como do esforço de convergência entre as esquerdas (que vai, aliás, além do cenário das presidenciais). Esse debate sobre o próximo (?) acto eleitoral (a eleição presidencial) é, de facto, vital para tentarmos desenhar ou antever alguns dos contornos do cenário político dos próximos tempos. Porém, como não podemos (nem queremos) fechar os olhos à realidade, não faz, a meu ver, muito sentido discutir em abstracto, neste momento, as possíveis candidaturas presidenciais, sem falar de nomes. Isso seria ignorar uma realidade óbvia, que é o facto de já estar no terreno (apesar de ainda não oficialmente assumida como tal) uma candidatura às presidenciais de 2011.

Nesse sentido, e como me assumo há muito um apoiante de M. Alegre (MA), a minha questão só pode ser a de saber até que ponto será viável (e quais os necessários cuidados a ter, para...) que a próxima campanha presidencial conduza a uma aproximação entre as diferentes forças (e movimentos) de esquerda. Um dos requisitos, creio eu, será o de que, desde logo, nenhum força política (a começar pelo PS) pretenda instrumentalizar uma tal candidatura. Que tem todo o interesse em assumir-se para lá de qualquer lógica partidária, ou seja, como uma candidatura aberta à sociedade, uma candidatura que exercite o conceito de cidadania activa, mas naturalmente supra-partidária. Esse é, de resto, um dos requisitos para que saia vencedora. Porque vejo o debate e a campanha (em sentido lato) das próximas eleições presidenciais, não como um fim em si, mas sim como um factor, um momentum – no sentido que lhe foi atribuido durante a candidatura de Obama, sem no entanto pretender qualquer paralelismo – capaz de contribuir decisivamente para virar uma nova página na história da nossa democracia. Também não creio que o problema se limite à unidade entre as esquerdas a todo o custo, como se aí residisse a chave dos nossos problemas. Essa será, sem dúvida, uma condição necessária, mas não suficiente.

Penso, de resto, que os cenários que se aproximam e o dinamismo que uma candidatura de Manuel Alegre pode suscitar na sociedade, se tal processo for bem conduzido, deverão obrigar, como espero, a que os partidos políticos que apoiem tal projecto o façam por força de uma onda social de apoio que os suplante. Não é que isso signifique (ou que se pretenda) qualquer secundarização futura dos partidos políticos na vida democrática. Pelo contrário. Estou convencido de que, caso se confirmem os pressupostos de uma candidatura abrangente de MA, fundada em premissas e processos de participação inovadores, serão os próprios partidos políticos (e movimentos) de esquerda que poderão sair renovados dessa experiência de partilha e de convívio plural que ela pode suscitar.

Como já escrevi, é provável que o PS venha a apoiar MA na próxima candidatura presidencial. Todavia, caso haja dúvidas, porque não realiza o PS umas "primárias" para saber quem os seus militantes desejam que o partido apoie? Em todo o caso, seria bom que isso não significasse nem um engolir de "sapos vivos" por parte dos militantes do PS mais distanciados de MA, nem qualquer tentativa de instrumentalização oficial de uma candidatura que é constitucionalmente definida como resultado de uma decisão individual. Até porque uma possível vitória dependerá, antes do mais, desse estatuto abrangente e necessariamente ambíguo (ou seja, do candidato ter um pé dentro outro fora do PS), que deve ser mantido até ao fim, e se possível até saia consolidado perante o país.

Post publicado em simultâneo no Boa Sociedade

um uivo de Elísio Estanque às 21:41

31 de Dezembro de 2009

 

Carlos César defende que Manuel Alegre é o candidato que reune as melhores condições. Ver mais aqui.

 

 

 

 

um uivo de Cães como tu às 02:43

20 de Dezembro de 2009

Segundo o jornal Sol a candidatura de Alegre é imparável. Depois dos encontros de apoiantes em Braga e no Entroncamento mais encontros devem realizar-se em Janeiro, sendo um deles o tradicional jantar do 31 de Janeiro, no Porto. Talvez a candidatura seja mesmo imparável, e não o será por acaso. A vontade de que Alegre se candidate está a ter origem nas pessoas, nos seus apoiantes, filiados e não filiados, de forma transversal em toda a esquerda, bem como em diversos sectores do centro-direita.

 

Gente que quer um Portugal mais vivo e socialmente mais justo, onde a estabilidade política, a vitalidade da economia, o bom funcionamento da justiça, o acesso à educação e à cultura, sejam metas perseguidas de forma sustentada e equilibrada. Objectivos para os quais precisamos e precisaremos de governos criativos e determinados, mas também de um Presidente que saiba garantir o bom funcionamento das instituições e do sistema político. Algo só possível com um Presidente da República com capacidade de mobilização, dimensão política, capaz de comunicar com os cidadãos, capaz de falar, ouvir e ser ouvido, com peso histórico e cultural para representar Portugal. Se as próximas Presidenciais vierem ser decididas entre Manuel Alegre e Cavaco Silva, é fundamentalmente isto que está em causa.

um uivo de Nuno David às 03:30

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