20 de Fevereiro de 2010

Diversas novidades na candidatura de Alegre:

 

- O sítio web de Manuel Alegre foi remodelado, incluindo agora locais para as pessoas manifestarem o seu apoio, AQUI;

 

- O discurso de ontem, em Coimbra, perante um jantar com 600 pessoas, foi tão equilibrado como incisivo e frontal. Criticou a promiscuidade entre a justiça, a política e os media; avisou que não é candidato a qualquer preço; e vincou a necessidade de mobilizar forças: " A vitória é possível, disse Alegre, mas "não se houver quem esteja mais empenhado em patrocinar candidatos contra a minha candidatura do que em derrotar o candidato da direita. O ressentimento nunca foi motor para a vitória."  Discurso disponível AQUI.

 

- A mobilização conseguida em Coimbra foi inédita, senão um autêntico record para uma candidatura que nem sequer tem ainda a organização montada: cerca de 600 pessoas num jantar, a um ano das Presidenciais. E não estiveram mais porque as inscrições esgotaram há uma semana. Sintomático.

 

- Reacções nos media AQUI e AQUI, entre outras.


30 de Dezembro de 2009

O regime semi-presidencialista que temos permite as mais diversas possibilidades quanto ao protagonismo do órgão presidencial. Tudo pode acontecer e um pouco de tudo já tivemos desde 1976. Desde um primeiro Presidente (eleito)  de vocação militarista e com ambição interventiva ao Presidente apagado e ambíguo que hoje temos, passando por presidentes civilistas e com apetência para se imiscuírem na governação... Enfim, o papel do Presidente possui sem dúvida um profundo alcance politico e é, inquestionavelmente, um potencial pivot da mudança sociopolítica que nos lance na senda do desenvolvimento.


Manuel Alegre não tem perfil para ser uma mera figura decorativa... Pelo contrario, acredito que poderá vir a ser um excelente PR, desde que a sociedade portuguesa se mostre preparada para enfrentar esse desafio. MA pode vir a ser a figura galvanizadora do pais, num momento em que a depressão colectiva, a descrença e o pessimismo parecem atingir os níveis mais graves desde os tempos de Salazar. E Manuel Alegre coloca-se como a única personalidade cujo potencial de optimismo e de esperança é capaz de projectar o melhor de Portugal como desígnio colectivo que nos arranque da espiral de mediocridade em que mergulhamos, e que nos tem impedido de nos afirmarmos como país no espaço europeu e mundial. A nossa história já mostrou que temos competências, inteligência, criatividade, capacidade de fazer e de andar para a frente. Existem potencialidades riquíssimas na sociedade portuguesa, que só não se mostram porque lhes falta a mola aglutinadora que nos agarre e mobilize em torno do que temos de bom, que acabe de vez com as lamúrias, a descrença e o saudosismo que nos aprisionam.

Não se espera, certamente, qualquer tipo de neo-presidencialismo providencial, de que já tivemos suficiente experiência durante a tutela autoritária do salazarismo. Mas concerteza que a mensagem e a atitude de um Presidente podem instigar o lado melhor do que existe neste país. Sendo MA um homem com a formação humana, o perfil literário e a sensibilidade poética que se lhe reconhecem, tais atributos colocam-no numa posição privilegiada  como potencial símbolo do Portugal moderno e desenvolvido do século XXI. Enfrentar o nosso futuro colectivo sem receio de assumir a nossa história, ou reivindicar a emancipação e a justiça social sem receio de invocar a palavra Pátria são exigências que com MA na Presidência se tornarão mais viáveis.

MA é um patriota, mas não um moralista ou paternalista. Como homem de esquerda, será capaz de mobilizar (finalmente) essa efectiva maioria sociológica (que tem perdido demasiado tempo com as suas questiúnculas e divisões internas). O projecto está em marcha e poderá ganhar suporte nos próximos meses. Há sectores adormecidos e descrentes da esquerda que podem acordar de novo. Só com uma sociedade civil activa, que se mobilize outra vez em torno dos valores da esquerda, esse projecto poderá significar algo mais do que uma simples campanha presidencial. Para que a candidatura de MA tenha sentido precisamos de afirmar de novo a vontade popular dos cidadãos livres, dos movimentos cívicos e autónomos, dos partidos de esquerda (de todos eles, com todos os defeitos que tem), num novo caudal de utopia que empurre este pais para a frente.

Este post foi também publicado no blogue http://boasociedade.blogspot.com

 

 

 


06 de Dezembro de 2009

Espero, evidentemente, que Manuel Alegre volte a ser candidato presidencial no próximo ano. De facto, tendo em conta a actual conjuntura política e tudo aquilo que, com relativa facilidade, poderemos adivinhar que irá ocorrer em 2010 no plano político-parlamentar, não me parece que o PS tenha grandes chances de lhe negar o apoio, pela segunda vez consecutiva.

Manuel Alegre fez e faz bem em assumir que não está refém de ninguém. A candidatura presidencial é, como se sabe, de decisão unipessoal. Quem quiser que se chegue à frente, e as diferentes forças políticas é que terão de se posicionar quanto aos respectivos apoios. Poderemos adivinhar que, daqui por uns 3 meses o desgaste do actual governo atingirá níveis ainda mais preocupantes do que os actuais. O Parlamento vai ser um palco de constante agitação, de instabilidade, de guerrilha política, de jogos e alianças mais ou menos contra-natura. Entraremos na fase dos estreitos parâmetros de tempo em que o actual Presidente pode formalmente convocar eleições antecipadas. Aí, quer a actuação de Cavaco, quer os sinais e os posicionamentos dos diversos agentes políticos -- em especial os possíveis candidatos presidenciáveis -- estarão sob um escrutínio permanente e tudo aquilo que façam ou digam a esse respeito pode ser decisivo para o futuro desfecho das Presidenciais de 2011.

Com Sócrates e a Direcção do PS a serem continuamente acossados, com a probabilidade da "novela Face Oculta" (ou outras do género) continuar a "animar" a iminente paralisia do país e a desgastar ainda mais o Governo, com as questões sociais e o desemprego a agravarem-se, o descontentamento do eleitorado, que já está maioritariamente à esquerda, irá aumentar. Ora, perante tais cenários muito prováveis, seria um completo suicídio o PS promover ou apoiar uma candidatura como a de Jaime Gama, que iria competir no mesmo terreno de Cavaco, ou seja, junto do eleitorado do centro-direita.

No actual estado doentio em que nos encontramos, os portugueses querem um força, uma voz, uma figura com credibilidade, coragem e capacidade de lhes dar um novo sopro de esperança, um discurso diferente, uma visão de esquerda, um olhar patriótico mas não-saudosista ou "nacionalista". Por seu lado, a direcção do PS, ainda que considere a provável derrota de um seu candidato nas presidenciais, só por grande estupidez optaria por Jaime Gama em vez de M. Alegre. Seria uma muito arriscada reincidência no mesmo erro de 2006. Acresce que, mesmo havendo outros putativos candidatos na mesma área (Guterres???..., Ferro Rodrigues???...), com Manuel Alegre no terreno, ou seja, perante a expectável sucessão de sinais de afirmação autónoma da sua candidatura, o PS irá acabar por lhe dar o apoio formal. Esta é a minha convicção neste momento. Sabendo, embora, que há fortes resistências a que tal aconteça, porque Soares tem hoje menos condições de "forçar a barra" por outro candidato do partido. Além do mais, se perder com Alegre, Sócrates ainda poderá salvar-se, mas se perder contra Alegre (como no passado) será mais provável que perca o próprio partido (e, naturalmente, poderá perde-lo mesmo ganhando!).

 

Este post foi simultaneamente publicado no BoaSociedade.

 

um uivo de Elísio Estanque às 23:22

28 de Setembro de 2009
Bandeira PortugalPara quem ainda tinha dúvidas fica a constatação. O PS ganhou as eleições. A comprová-lo está o facto do Presidente da República vir a convidar Sócrates para formar o próximo Governo.
 
Para quem ainda tinha dúvidas fica a constatação. O PSD perdeu as eleições. Não só para o PS, como para o CDS/PP. A demagogia da mentira da verdade, o conservadorismo de Ferreira Leite, a intriga, a conspiração, a maledicência, a falsidade e a arrogância foram fortemente penalizados pelos eleitores.
 
Para quem ainda tinha dúvidas fica a constatação. O CDS/PP ganhou o prestígio da direita que há mais de duas décadas não tinha. Derrotou o PSD retirando-lhe uma boa fatia do eleitorado, contribuiu para esvaziar a maioria absoluta ao Partido Socialista e marcou a diferença entre a direita civilizada e a outra que estava convencida que tudo valia para atingir os seus fins.
 
Para quem ainda tinha dúvidas fica a constatação. O BE ganhou o prestígio da extrema-esquerda. Nunca em Portugal, nem sequer no tempo do PREC, a extrema-esquerda tinha conseguido tão bons resultados. Passou o PCP em importância e implementação, contribuiu para retirar a maioria absoluta ao Partido Socialista e demonstrou que o enquistamento do PCP num modelo recusado em todo o Mundo é o corolário das doutrinas retrógradas que os comunistas insistem em considerar como válidas.
 
Para quem ainda tinha dúvidas fica a constatação. O PCP é o grande derrotado da esquerda. Perdeu posições para todos, deixou de ser a referência da esquerda das esquerdas.
 
Para quem ainda tinha dúvidas fica a constatação. A democracia é, continua a ser, o regime de preferência da esmagadora maioria dos portugueses. Derrota os abstencionistas, derrota a extrema-direita, derrota os defensores do não-voto. Confirma que o poder está nas nossas mãos, ainda que seja só no momento das escolhas.
 

Simultaneamente publicado nos: a Barbearia do Senhor Luís (a minha casa); SIMpleX (de quem me despeço já com saudades); Eleições2009/o Público (onde ainda faltam as autárquicas); Cão com tu (onde estarei em força após os períodos eleitorais) e numa outra coisinha que ainda não posso divulgar (mas falta pouco para o fazer).

um uivo de Luis Novaes Tito às 00:38

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